08/02/2012
Sobre a ausência...

A ausência de um ente querido, a partida de um grande amor, o vazio da casa sem os filhos e tantas outras situações em que a falta se instala na nossa vida sempre nos coloca diante de uma certeza: a dificuldade de gerenciar a ausência.

Parece que não é da competência do humano lidar bem com temas como morte, perda, partida.

Talvez porque temos muita dificuldade em encontrar novos sentidos para os descaminhos ou para os caminhos que não conhecemos a rota.

Talvez porque não somos, ainda, capazes de transmutar os sentimentos que nos fere pelo aprendizado diante da caminhada.

Talvez porque entendemos pouco dos sentidos que dão significado à Vida.

Talvez porque ainda não somos capazes de sentir o amor com toda sua força transcendente.

Tudo pode acontecer de uma hora para a outra.

A vida sob as condições que vivemos, sejam elas quais forem, pode marcar sua finitude a qualquer momento; e como gerenciar?

De fato, não tem fórmula mágica ou interruptor que liga e desliga. O senhor é o tempo.

Tempo para chorar, tempo para lamentar, tempo para perguntar, tempo para refletir, tempo para encontrar respostas, tempo para mais perguntas, tempo para saborear novos saberes, tempo para distanciar, tempo para transformar, tempo para recomeçar.

Todavia, tem um tempero, chamado amor, que pode ser acrescentado para facilitar, pois é através dele que tiramos força para resignificar as experiências.

É através do amor que somos capazes de perceber que somos todos um só, que nos torna iguais diante das experiências, das forças e das fraquezas.

É o amor que nos ensina que a dor se transforma em saudade, que a ausência se transforma em experiência e que a vida se transforma a todo instante, se reinventa.


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Chronic Health Conditions in Childhood and Adolescence and the Formation of Care and Support Networks
Addressing care and support networks issues in the chronic health conditions context for children and adolescents requires understanding chronicity within the contemporary scenario and its nuances, both as a trace of epidemiological transition and through experiences that emerge from dealing with illnesses.