13/09/2015
Sobre escovas de dentes e partidas…

Muitas coisas na vida são como símbolos da nossa mais profunda intimidade. A escova de dentes, para mim, ocupa esse lugar de forma muito singular. É a única coisa que não exito encontrar logo que acordo, suporta ser esfregada, retorcida e mantém firme seu ofício no roll da higiene bucal. No final da sua jornada, tenho certeza que ela sabe muito sobre mim.

E tem um quê a mais que a escova de dentes faz: ela marca a presença de alguém em uma casa. Seu lugar na gaveta do banheiro, sobre a pia, é o indicador que você habita aquele lugar.

Apesar de ser tão íntima, chega um dia em que suas cerdas, seu limpador de bochechas e todas as inovações odontológicas já não servem mais. O prazo expirou! É preciso jogar fora e ceder espaço para outra com cerdas novas e macias.

Pois é, o ato de jogar fora uma escova de dentes, tão corriqueiro e comum, sobre o qual nem pensava tomou outra proporção no dia 11/08/2015.

Neste dia uma sequencia de atos finalísticos se sucederam: juntar as coisas, fechar a mala, despedir-se, olhar ao redor e por último, último mesmo, lá se foi a escova. Não adiantava voltar atrás, seu descarte representava o último ato da despedida. Restava, por fim, fechar a porta e seguir para o aeroporto. Aquele ato dizia para mim: vai, siga adiante!

E como a vida segue, no momento que passei a olhar para uma nova pia e ali ver minha nova escova, algo dentro de mim experimentava fincar os pés em uma nova realidade indicando que uma nova jornada começava...


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L’expérience du soin auprès d’enfants malades chroniques : entre vécu, épreuves et formation
Afin de comprendre comment se construisent les soins prodigués aux enfants malades chroniques, une recherche qualitative de type microsociologique a été menée à Rio de Janeiro, Brésil, dans deux hôpitaux spécialisés. Cet article présente les résultats de l’analyse d’entretiens semi- directifs conduits auprès de professionnels. Les objectifs de l’étude ont été de réfléchir, d’analyser et de comprendre les épreuves vécues résultant de la prise en charge d’enfants malades chroniques et d’explorer les composantes expérientielles et formatrices de leurs pratiques quotidiennes. Les résultats montrent que la souffrance éprouvée au cours de la maladie chronique chez les enfants constitue des expériences éprouvantes pour les professionnels de santé. La prise en charge et l’accompagnement de ces patients demandent à la fois des connaissances techniques pour maîtriser les outils et les technologies du soin, et des compétences relationnelles singulières du fait des interactions intensives avec les enfants et leur entourage.