25/04/2012
A Vida em Retrospectiva

Ah, como seria bom se tudo que fizéssemos ou planejássemos saísse do jeito que queremos. Talvez fosse mais simples, prático, rápido e lógico.

Falsa realidade que lutamos por alcançar, pois de tudo que planejamos uma grande parcela não sai do jeito que queríamos que fosse.

O príncipe que vira sapo, o grande emprego que se torna um inferno, a cidade dos sonhos que se mostra tão repleta de problemas como qualquer outra, a compra do carro adiada, o filho “fora de hora”, o inesperado que bate a porta.

Verdade mesmo, é que quando olhamos para trás tudo parece fazer sentido. Como um quebra-cabeça de 1000 peças, ficamos horas, dias, meses, anos tentando montar a figura, mas é só mesmo quando a última peça se encaixa é que entendemos os contornos e os limites de cada componente.

Isso não é também uma autorização irrestrita e sem precedentes para encostar no barranco e deixar-se levar, sem intenção, sem propósito, sem valores, culpando os outros ou esperando que um vento bom sopre no rosto.

Mas, sobretudo, é um convite à entrega.

Entrega ao seu coração, entrega aos seus reais valores, entrega aos seus reais amores, entrega ao seu dom para a descoberta do seu potencial, entrega das suas limitações para que as cercas sejam rompidas e novos horizontes sejam descortinados, entrega ao autoconhecimento, entrega aos seus sonhos, entrega a sua religação, entrega da sua alma para o que te arrepia, entrega do seu leme à Co-criação.

Para experienciar a entrega é preciso saber a hora de conduzir e também de deixar-se conduzir.

Se é preciso caminhar para frente para saber e entender os sentidos da história, que seja uma jornada mais alegre, mais inteira, mais saudável, pois não dá mais para perder tanto tempo com aquilo que não vale a pena.

E, se lá na frente os pontos, as peças serão conectadas e a vida será compreendida por sua retrospectiva, que possamos nos orgulhar das nossas escolhas, da nossa coragem, dos nossos valores e, principalmente, do caminho que trilhamos com seus frutos colhidos.

Por isso, desejo que tenhamos retrospectivas mais alegres que nos façam dizer que tudo valeu a pena, que essa jornada aqui não foi em vão, que o esforço foi necessário para que o conjunto da obra pudesse tocar uma oitava acima.


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