13/05/2012
O que seria de mim sem ela

O que seria de mim sem ela?

Nada, pois sem seu amor e sua capacidade de doação não haveria chances de estar aqui. Chamada de anjo, de amor, de alegria, de proteção, só que para mim, seu nome é Maria.

Um dia, quando estava no canto mais quentinho e protegido do seu corpo devo ter me perguntado se haveria vida após o parto. Devo ter temido sair daquele lugar tão aconchegante.

Mas, quando a vida me chamou para fora, não tive dúvidas que tive medo, tudo era estranho, o aconchego se tornou contração.

Todavia, mesmo sentindo medo do desconhecido, fui por ela recebida e naquele instante em que meus olhos cruzaram o seu, soube que não estava sozinha.

Foi possível sentir ali todo o esplendor do seu amor e da sua dedicação incondicional.

Ah! O que seria de mim sem ela...

Não haveria base, chão, sustentação, força, exemplo e amor. Não haveria colo, puxão de orelha e cara feia, não haveria correção.

Não haveria a melhor amiga, melhor confidente, melhor regente para organizar meu compasso.

Não haveria alegria, melodia, tempero gostoso, cafuné, remédio para qualquer dor, voz de consolo e de incentivo, não haveria família.

Se hoje é um dia chamado de Mães sou infinitamente grata à minha, mas também à avó e à madrinha, à bisavó e à tia, tataravó e à Vida.

Sou infinitamente grata a todas as mulheres que construíram a linha dessa estrada da vida, que me permitiram estar aqui e que por mim virão outras, dando continuidade ao caminho e seguindo adiante pelos elos do amor.

Sou grata à Mãe Terra, que acolheu todas nós, que permitiu que em seu chão déssemos os passos e seguíssemos o caminho.

Feliz Dia das Mães e que essas felicitações ecoem por todos os cantos fazendo vibrar o mais sublime do amor.


« voltar

Desafios da humanização no contexto do cuidado da enfermagem pediátrica de média e alta complexidade
O presente artigo analisa as situações e contextos que propiciam ou dificultam as relações de acolhimento e autonomia.