04/08/2012
O que é que te dá futuro?

Dias desses li que o cartunista Mauricio de Sousa, criador da Turma da Mônica, ouviu a seguinte frase quando começou a elaborar seus desenhos: “Para com isso que não vai te dar futuro”.

Quão infeliz foi essa frase, pois justo um cartunista se tornou membro da Academia Paulista de Letras e pai de personagens marcantes das histórias em quadrinho no Brasil, responsável pela alegria de gerações e gerações.

Diante disso, fiquei me perguntando o que é que pode nos dá futuro na vida:

Será que é responder as expectativas dos pais?

Escolher uma carreira em função apenas dos rendimentos monetários?

Fazer os mesmos caminhos de sempre?

Cumprir com o papel socialmente esperado para responder as necessidades dos outros?

Tentar se enquadrar em padrões de beleza, estética, negando a si próprio?

Será que é construir um império as custas da sustentabilidade da natureza?

Será que é acumular para sentar no trono do Ter?

Será que é partindo do fora para chegar no dentro?

Nada me convence que essas assertivas do mundo em que vivemos são capazes de manter  o futuro de alguém com saúde, paz, felicidade e força para seguir adiante.

Não consigo aceitar que para ser feliz preciso renunciar meus valores, esquecer meus dons, sabotar a mim mesmo, temer à Vida, acreditar na privação e me perder naquilo que é transitório.

Não consigo imaginar um futuro com o mínimo de saúde se estou hoje desconectado daquilo que me dá vida e sentido, que arrepia meu coração, porque preciso responder a algo ou alguém fora de mim.

Sábio e admirado Mauricio de Sousa que talvez tenha seguido sua vocação, acreditou em seus sonhos, persistiu e venceu. Se foi fácil ou difícil eu não sei, cada história tem seu enredo. Para uns mais simples, para outros mais complexos.

Se futuro é aquilo que chegamos porque temos o presente, não se pode tê-lo se o que faço hoje mata gradativamente minha capacidade de viver.


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Chronic Health Conditions in Childhood and Adolescence and the Formation of Care and Support Networks
Addressing care and support networks issues in the chronic health conditions context for children and adolescents requires understanding chronicity within the contemporary scenario and its nuances, both as a trace of epidemiological transition and through experiences that emerge from dealing with illnesses.