24/12/2012
É tempo de renascer
Anunciaram e garantiram que o mundo ia se acabar, já tinha dito Adriana Calcanhoto.
No final das contas estamos todos aí, aqui e ali.
Com os mesmos jeitos, gostos, piadas, qualidades e defeitos, as pessoas seguem o curso de suas vidas.
Mas, não consigo deixar de pensar nos Maias, alvo das profecias tão propagadas até a chegada deste fim de ano, e no conhecimento que desenvolveram para que séculos depois os homens chamados civilizados pudessem estudar e produzir interpretações, documentários e histórias.
Quem conta um conto, aumenta um ponto, não é mesmo?!?
Por isso, me autorizo a dar minha interpretação das coisas...
Em um tempo em que homens de tribos, fixavam seus olhares para o céu e procuravam ler as estrelas, o sol, a lua, a chuva, ventos e tempestades, nasceu uma sensibilidade que fez com que um império surgisse no alto de uma montanha.
A concentração de energia e trabalho voltado para a melhoria de vida daquela tribo propiciou grandes avanços não antes vistos entre aqueles homens que habitavam o planeta.
Entre os mais ascensionados, intuições, sonhos e impressões eram compartilhados.
Ali foi pressentido que o mundo iria passar por grandes transformações, inclusive sua tribo. A destruição seria inevitável e era necessário proteger aquilo que havia sido construído.
Sabiam que seriam admirados por aqueles civilizados que depois de gerações de dominação iriam gozar do turismo.
De tudo, sabiam que teriam que deixar uma mensagem para essa “ nova civilização” e, não menos sagazes, sabiam que chegaria um tempo de um total esgotamento de formas de vida, propaladas pelos homens civilizados como futuro.
Nesse momento, sabiam que seria necessário de deixar um alerta, através de um calendário. Aliás, esses homens seriam os homens que se julgariam sabedores do ser e do tempo.
Nesse calendário, disposto estaria um momento de clímax, de reflexão e, não por menos, perto do Natal, tempo em que esses homens civilizados estariam envolvidos por um espírito de solidariedade.
Chegaria o momento certo, seja por medo, crença, crise ou reflexão, esses homens teriam a chance de pensar e se voltar para, através de uma falsa ideia de destruição da Terra, repensar que suas formas de viver já sucumbiram à destruição, à descontinuidade da vida.
O mundo não iria acabar, mas as relações consigo, com o outro e com a natureza, precisariam, urgentemente, se recolocar, se refazer e renascer.
Desta profecia não se pode fugir, nem se pode contestar sua factibilidade e nem mesmo sua verdade.
Por isso, que o Natal de 2012 seja renovador, que o espírito de tudo aquilo que é permanente – família, amor, amizade, solidariedade, paz – seja mais forte do que qualquer negatividade.
Que a culpa seja a roupa velha a ser jogada fora, queimada, para despir um corpo que precisa de compreensão, sabedoria e autoconhecimento.
Que a dor seja suplantada pela vida e pela compaixão.
Que o trabalho seja feito com mais amor, menos pressão e mais entrega. Que os dons nos guiem para a realização dos nossos projetos de felicidade e assim, consigamos construir um mundo melhor.
Que saibamos perdoar, amar e ver no outro a mesma centelha divina que nos anima diariamente. Somo todos iguais.
Assim, desejo que o Natal de 2012 seja profético sim, mas não da destruição, mas do renascimento do belo, do bom e da paz dentro de todos nós.

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L’expérience du soin auprès d’enfants malades chroniques : entre vécu, épreuves et formation
Afin de comprendre comment se construisent les soins prodigués aux enfants malades chroniques, une recherche qualitative de type microsociologique a été menée à Rio de Janeiro, Brésil, dans deux hôpitaux spécialisés. Cet article présente les résultats de l’analyse d’entretiens semi- directifs conduits auprès de professionnels. Les objectifs de l’étude ont été de réfléchir, d’analyser et de comprendre les épreuves vécues résultant de la prise en charge d’enfants malades chroniques et d’explorer les composantes expérientielles et formatrices de leurs pratiques quotidiennes. Les résultats montrent que la souffrance éprouvée au cours de la maladie chronique chez les enfants constitue des expériences éprouvantes pour les professionnels de santé. La prise en charge et l’accompagnement de ces patients demandent à la fois des connaissances techniques pour maîtriser les outils et les technologies du soin, et des compétences relationnelles singulières du fait des interactions intensives avec les enfants et leur entourage.