20/01/2013
"No final o que ficam são as histórias"

Voltando recentemente de viagem vi um filme português que contava a história de um grupo de amigos que se reunia após a morte de um dos amigos. Nesse reencontro, lembranças, alegrias, tristezas e histórias foram sendo relembradas.

No final do filme um dos personagens fez uma síntese daquele momento e disse: “No final o que ficam são as histórias…”

Nesse momento relembrei das minhas histórias e das pessoas que fizeram história em minha vida, família e amigos. Chorei de saudade e de alegria, pois percebi que minha história é composta por cada uma das pessoas que passaram e que passam, que estiveram e que estão.

Logo que cheguei vi em um site a história de uma mãe que, ao saber que tinha um câncer terminal, resolveu gastar suas economias durante o último ano que lhe restava para viajar com a família; queria que suas filhas tivessem histórias divertidas, alegres e diferentes para contar do convívio com a mãe.

Esta mulher seguiu sua vida e se permitiu viver intensamente o momento presente, curtiu cada segundo das viagens e da companhia das filhas e do marido.

Ao final do período voltou ao médico, seu câncer havia regredido e sua vida não corria qualquer perigo.

Não achei coincidência, até porque elas não existem, e sim uma grande sincronicidade ter assistido o filme e lido a notícia justo nos primeiros 10 dias do ano novo.

Fiquei me perguntando se ao invés de planos, como se faz de costume, me preocupasse com as histórias para esse novo ciclo que se inicia.

Percebi que planos são importantes, servem como guias para aproveitar os melhores ventos que podem levar a embarcação para o próximo porto ou para horizontes ainda não vistos.

Mas, se o apego ao plano for tão forte, perco a chance de observar o movimento, de me permitir arriscar, de abrir espaço para a intuição, de colocar no centro meus valores, meus dons, meu coração com medo de que a matemática do plano não se concretize.

Planos sim, para me servir de trilha, mas com os pés firmes na presença para que dela nasçam as histórias que me ajudarão a contar sobre o caminho, para me recordar de como sou comigo mesma, para me permitir viver o encontro e dele extrair novas histórias e contos.

Mas histórias, com certeza, para me permitir escrever o livro da passagem por essa vida, para me servir de experiência para seguir pela vida, para fazer amigos, para contar como mudei de planos, para explicar as marcas no rosto e no coração, para me ajudar a desvendar a vida. Histórias para contar sobre como escuto meu coração.

Assim, desejo que 2013 seja uma ano de histórias ricas, emotivas, novas e recicladas, de amigos para dividir, de família para compartilhar e de sonhos a realizar.

Desejo a você histórias para que a vida seja colorida, mesmo que às vezes seja cinza, pois mesmo quando a vista está nublada, é o sol que ilumina. E que você possa me contar qual foi a história que iluminou os seus dias.


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L’expérience du soin auprès d’enfants malades chroniques : entre vécu, épreuves et formation
Afin de comprendre comment se construisent les soins prodigués aux enfants malades chroniques, une recherche qualitative de type microsociologique a été menée à Rio de Janeiro, Brésil, dans deux hôpitaux spécialisés. Cet article présente les résultats de l’analyse d’entretiens semi- directifs conduits auprès de professionnels. Les objectifs de l’étude ont été de réfléchir, d’analyser et de comprendre les épreuves vécues résultant de la prise en charge d’enfants malades chroniques et d’explorer les composantes expérientielles et formatrices de leurs pratiques quotidiennes. Les résultats montrent que la souffrance éprouvée au cours de la maladie chronique chez les enfants constitue des expériences éprouvantes pour les professionnels de santé. La prise en charge et l’accompagnement de ces patients demandent à la fois des connaissances techniques pour maîtriser les outils et les technologies du soin, et des compétences relationnelles singulières du fait des interactions intensives avec les enfants et leur entourage.